Pesquisa no blog

Carregando...

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

A Segunda guerra mundial (1939-1945)
O desfecho da Primeira Guerra Mundial não proporcionou a paz que se esperava. Primeiro, porque alguns países, sobretudo a Alemanha e Itália, ficaram em situação econômica bem difícil; segundo, porque as disputas imperialistas que levaram ao primeiro conflito não foram resolvidas e as potencias continuavam disputando as áreas de dominação; terceiro, porque, após se reorganizar militarmente sob o governo nazista, a Alemanha estava novamente preparada para disputar com a Inglaterra a hegemonia econômica européia.
Assim, a ordem internacional imposta pelas potencias vencedoras na primeira guerra mundial dificultou o acesso da Alemanha e da Itália aos mercados consumidores externos e as fontes de matérias-primas, insatisfeitas, as duas nações adotaram medidas para solucionar seus problemas internos e aumentar sua influencia econômica e política em diversas partes do mundo, inclusive na Europa.
Seriamente afetada pela grande depressão, a Alemanha nazista estabeleceu como meta prioritária a conquista do “espaço vital”, enquanto a Itália de Mussolini reivindicava novas possessões coloniais. Em 1935, os italianos conquistaram a Etiópia. No ano seguinte, os alemães remilitarizaram a região da Renânia, na fronteira com a França, e em 1938, anexaram a Áustria (Anschluss).
Esse avanço estimulou novamente a competição entre as grandes potencias, colocando em xeque o precário equilíbrio sobre o qual se apoiava a segurança internacional, fazendo fracassar a já combalida Liga da Nações e desencadeando a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).

Os antecedentes da guerra

Causas Gerais
"... a decisão de qualquer guerra nem sempre deve ser considerada como um caso absoluto: muitas vezes o Estado vencido vê na sua derrota um mal transitório, a que as circunstâncias políticas ulteriores poderão fornecer um remédio." (Clausewitz).

Quase todos os historiadores concordam que a causa diplomática mais profunda da Segunda Guerra Mundial tem sua origem no Tratado de Versalhes, assinado entre as potências vencedoras da Primeira Grande Guerra (sobretudo Inglaterra e França) e as Vencidas (a Alemanha e a Áustria). A Alemanha se viu despojada da Alsácia-Lorena (que havia conquistado na guerra franco-prussiana de 1870), como teve de ceder à Polônia uma faixa de seu território que lhe dava acesso ao Mar Báltico (o chamado "corredor polonês"). A cidade alemã de Danzig passou ao controle da Liga das Nações e o território do Sarre, rico em carvão foi cedido por um período de 15 anos à França. Também foi vedado a Alemanha possuir um exército superior a 100 mil homens exigiu-se a desmilitarização da Renânia (Região fronteiriça com a França), assim como o desmantelamento das fortificações situadas a 50 Km do Reno. Viu-se compelida a entregar todos os navios mercantes cuja tonelagem ultrapassasse a 1.600 toneladas e ceder gado, carvão, locomotivas, vagões, cabos submarinos, etc. A totalidade da sua dívida para com os aliados foi fixada na Conferência de Bologne (21 de junho de 1920) em 269 bilhões de marcos-ouro a serem pagas em 42 anuidades. Não poderia desenvolver pesquisas bélicas, possuir submarinos ou realizar projetos militares (aviões, canhões, etc.).
O velho Império Austro-Húngaro foi desmembrado pelo tratado de Paz de St. Germain, onde teve que entregar o Tirol do Sul para a Itália, reconhecer a Independência da Hungria, Tchecoslováquia, Polônia e Iugoslávia, além de lhe ser vedada a união com a Alemanha. A Áustria foi proibida de possuir um exército superior a 30 mil homens.
Estas sanções aplicadas pelos vencedores tornaram-se fonte de amargos rancores, que facilmente foram explorados pela extrema direita nacionalista (nazistas que começam a proliferar na Alemanha em 1919).
Com seus 65 milhões de habitantes e sua tradição militar, a Alemanha fatalmente viria reivindicar o seu lugar no rol das potências européias. Os diplomatas burgueses se esqueceram da lição do Congresso de Viena (1815), quando os vencedores de Napoleão procuraram não humilhar a França, a nação mais povoada da Europa Ocidental naquela época. Esta contradição entre potencial demográfico e industrial e o não reconhecimento diplomático de um estatuto privilegiado para a Alemanha, terminaram por fazer com que a ascensão de Hitler fosse possível.
A crise econômica que se abate sobre o sistema capitalista mundial a partir de 1929, vai ser o fator mais poderoso para que um novo arranjo do poder em escala mundial seja pleiteado. A crise levou os países capitalistas a tomarem medidas protecionistas visando salvar os mercados internos das importações estrangeiras, ocorrendo uma verdadeira guerra tarifária. A produção mundial reduziu-se em 40%, sendo que a diminuição do ferro atingiu a 60%, a do aço 58%, a do petróleo 13% e a do carvão 29%. O desemprego grassou nos principais países industrializados: 11 milhões nos Estados Unidos, 6 milhões na Alemanha, 2 milhões e meio na Inglaterra e um número um pouco superior na França.
Como a economia já estava suficientemente internacionalizada (com exceção da URSS que se lançava nos Planos Qüinqüenais e estava isolada do mundo capitalista) todos os Continentes foram atingidos, aumentando ainda mais a miséria mundial. A América Latina, por exemplo, teve que reduzir em 40% suas importações e sofreu uma queda de 17% em suas exportações. É nesse contexto caótico que a Alemanha, no Ocidente, e o Japão, no Oriente, vão tentar explorar o debilitamento de seus rivais. Uma nova luta por mercados e novas fontes de matérias-primas levaria o mundo à Segunda Guerra Mundial. Esta luta teve como ponto de partida a própria Europa e, no caso do Japão, a Ásia e o Pacifico.
A conjuntura externa caótica e a situação interna de desespero conduzem Hitler ao poder na Alemanha em 1933. Atuando implacavelmente, em menos de um ano sufocou todos os movimentos oposicionistas (sociais-democratas, comunistas, liberais e até no interior do próprio Partido Nazista) dando início à "Revolução Nacional-socialista" que tinha como objetivo fazer a Alemanha retornar ao grau de potência européia.
Naturalmente que para tal empreendimento era necessário romper com o tratado de Versalhes, pois este impedia tanto a conquista do "espaço vital" como o rearmamento. Atenuava-se o desemprego e atendiam-se as necessidades da poderosa burguesia financeira e industrial da Alemanha. Para evitar a má vontade das potências ocidentais, Hitler coloca-se como campeão do anticomunismo a nível mundial, assinando com o Japão (novembro de 1936) e com a Itália (janeiro de 1937) o Pacto Anti-Comintern, cujo fim é ampliar o isolamento da URSS e, quando for possível, atacá-la.
O Japão, que igualmente passa por convulsões internas graves, dá início em 1931, a uma política externa agressiva, explorando o enfraquecimento dos Impérios Coloniais europeus que se mostram impotentes para superar a crise econômica. Em 1937, após ter ocupado a rica região da Manchúria, invade o resto do território chinês, dando início ao longo conflito na Ásia. Seu expansionismo vai terminar por chocar-se com os interesses norte-americanos na Ásia (Filipinas) e levar à guerra contra os Estados Unidos.
Os avanços nazi-fascistas foram recebidos com desagrado pelas democracias ocidentais – Estados Unidos, Inglaterra e França -, mas estas nada faziam para impedi-los ou reprimi-los. Na verdade, as potências capitalistas revelavam-se mais intransigentes com o comunismo soviético do que com as duas versões de direita do totalitarismo. Assim, a cada avanço nazi-fascista, apresentavam seus protestos, mas não assumiam nenhuma atitude concreta para debelar o perigo. Essa política de apaziguamento (expressão cunhada pela liga das nações da qual Inglaterra e França eram integrantes) revelou a falência da sociedade das nações em preservar a paz mundial já que a sua política de “concessões para evitar o confronto” só alimentava os desejos expansionistas do Eixo. Seu ponto culminante foi a Conferencia de Munique em 1938.

Antecedentes imediatos

A Guerra Civil Espanhola (1936/38)
Esta guerra serviu para Hitler experimentar sua estratégia da blitzkrieg (avanço de carros de combate conjugados com bombardeios aéreos maciços) e detectar a indecisão e fraqueza dos aliados ocidentais.

A crise dos sudetos e o acordo de Munique
A ascensão de Hitler ao poder e seu nacionalismo exacerbado fizeram com que os alemães que habitavam países vizinhos, entrassem em ebulição, desejando integrarem-se na Grande Alemanha. Já em março de 1938, Hitler havia anexado a Áustria (Anschluss), tornando-a província do Reich. Com isso a integridade territorial da Tchecoslováquia ficou ameaçada. A Sudetolândia, região fronteiriça com a Alemanha, possuía uma população de origem germânica que perfazia 65% dos habitantes, apesar de legalmente pertencer a Tchecoslováquia desde 1919.
É justamente nesta região que os Tchecos tinham seu sistema defensivo, nos moldes franceses. Hitler começa a exercer pressão junto ao governo tcheco para anexá-la. O perigo de guerra torna-se iminente. Neste exato momento, Chamberlain, primeiro-ministro conservador da Inglaterra e Daladier, Presidente da França, propõem encontrar-se com Hitler em Munique. O Acordo de Munique terminou com uma estrondosa vitória dos nazistas, pois receberam a anuência para poder ocupar a Sudetolândia em troca de uma simples promessa de paz - que não seria cumprida. Esse acontecimento convenceu Hitler ainda mais da debilidade dos aliados ocidentais, estimulando-o a reivindicar a plena integração do "corredor polonês" ao Reich. Em março de 1939 a Tchecoslováquia deixa de ser independente, transformando-se no "Protetorado da Boemia e Morávia".

O pacto Germano-Soviético
Para poder invadir a Polônia, havia a necessidade da neutralização de uma das potências vizinhas da Alemanha. A Inglaterra e a França já haviam cedido a Tchecoslováquia e provavelmente iriam à guerra se a Polônia fosse invadida. Qual a reação da URSS? Hitler, veterano da Primeira Guerra Mundial sabia que a Alemanha não poderia repeli-la, isto é, ser obrigada a lutar simultaneamente, no Ocidente e no Oriente.
Assim pensou fazer um acordo com Stalin, temeroso que uma invasão (os exércitos russos haviam sido desbaratados pelos alemães entre 1914/17) pusesse abaixo as conquistas industriais da Rússia Soviética. Não hesitou. A recente demonstração de fraqueza da Inglaterra e França, fez com que estendesse sua mão calorosamente ao maior adversário do comunismo.
Em agosto de 1939, é assinado o Pacto de não agressão germano-soviético, cujas cláusulas secretas implicam na partilha da Polônia, reconhecendo a hegemonia soviética sobre os Estados Bálticos (Letônia, Estônia e Lituânia). A estrada para a guerra estava aberta. Em 1º de setembro de 1939, os exércitos nazistas entraram na Polônia, iniciando o que ficou conhecido como segunda guerra mundial.

O desenrolar da guerra
Diante desta nova agressão, Inglaterra e França declararam guerra a Alemanha. A Itália, ao contrário do esperado, permaneceria neutra até 1940.
Utilizando um tática inteiramente nova, a blitzkrieg, os alemães derrotaram rapidamente a Polônia ocidental em cumprimento as clausulas secretas do acordo germano-soviético.
No primeiro semestre de 1940, os alemães ocuparam a Dinamarca e a Noruega. O passo seguinte foi a invasão da Holanda e da Bélgica para chegar a França. Após contornarem a linha maginot, os exércitos alemães cercaram as forças aliadas na praia francesa de Dunquerque, aprisionando milhares de soldados e forçando a retirada de Dunquerque, um dos eventos mais dramáticos da guerra em questão.
Após a vitória em Dunquerque os alemães ocupam Paris em junho de 1940, dividindo a França em dois setores distintos: O Norte, submetido a Berlim, enquanto no sul instalou-se a República de Vichy, um governo pró-nazista liderado pelo Marechal Pétain.
Em seguida travou-se a Batalha da Inglaterra. Os nazistas iniciaram uma ofensiva naval e aérea contra Londres, que foi bombardeada sistematicamente a partir de Setembro de 1940. Contudo, a ação defensiva da RAF (Real Força Aérea inglesa) e a supremacia da Inglaterra no canal da mancha evitaram a invasão da Inglaterra pelas forças de Hitler. Ainda em 1940, a Itália declarou guerra a França e a Inglaterra e o conflito alastrou-se para o mediterrâneo, Ásia e África.
Em junho de 1941, os alemães abriram uma nova frente de batalha, invadindo a União Soviética. Paralelamente, as ações japonesas no extremo oriente preocupavam Washington, que exigia de Tóquio a retirada das zonas ocupadas na China. Em dezembro de 1941, o Japão desfechou de surpresa um ataque aéreo contra a base naval norte-americana de Pearl Harbor, no Havaí, onde se encontrava a frota americana do Pacifico e um grande número de aviões. Em resposta, o governo norte-americano declarava guerra ao eixo. A partir daí, o conflito assumiria proporções mundiais desenvolvendo-se em três frentes: a ocidental, a oriental e a do pacífico.

A guerra no ocidente
Em outubro de 1942 os alemães sofreram decisiva derrota para as forças inglesas comandadas pelo General Montgomery, na batalha de El Alamein, no Egito. A seguir, forças anglo-americanas, sob o comando do General Eisenhower, impuseram nova derrota aos Afrikakorps de Rommel.
Libertado o norte da áfrica, o exercito americano invadiu a Itália. O Duce foi destituído e se refugiou no norte do país onde, com apoio alemão, fundou a república social italiana, em setembro de 1943. Enquanto isso, o Rei Vitor Emanuel III se rendia em Roma, mas as tropas alemãs sediadas na Itália Central continuaram a combater. A essa altura, soldados da Força Expedicionária Brasileira (FEB), também lutavam na Itália contra os alemães. Preso quando tentava fugir para a Suíça, Mussolini foi fuzilado por militantes da resistência italiana em 1945.

A guerra no oriente, no Pacífico e o desfecho do conflito
O inicio da invasão alemã sobre a União soviética foi fulminante. Em setembro de 1941 as forças nazistas já estavam as portas de Moscou. Mas não bastava tomar a capital soviética. Os nazistas queriam destruir Leningrado, a cidade símbolo da revolução de 1917. Ali começaram os problemas para os alemães. Em Leningrado a resistência soviética era feroz. O cerco alemão sobre a cidade durou dois anos, mas a cidade jamais se rendeu. Ao mesmo tempo, aproximava-se o terrível inverno das estepes russas, responsável pela derrota de Napoleão no século XIX. Em Moscou, a ofensiva alemã fracassou.
Fracassado o ataque a capital soviética, restava Stalingrado. Ali, durante cinco meses, os dois exércitos lutaram, as vezes a uma temperatura inferior a 21 graus abaixo de zero, rua a rua. Em fevereiro de 1943 o 5º exército alemão se rendeu. Após essa derrota tem inicio o declínio do poderio nazista na segunda guerra mundial. A vitória de Stalingrado e o reforço representado pelas armas norte-americanas deram aos aliados a confiança de que podiam derrotar as Forças do Eixo. A guerra entrou, então, em sua fase final, que foi o avanço aliado. Saindo da Inglaterra e do norte da África, os exércitos aliados avançaram sobre as posições conquistadas pelos alemães, fazendo as tropas nazistas recuarem. Essa movimentação começou em maio de 1943 e não parou até maio de 1945, quando Berlim foi invadida pelos aliados.
Uma das mais importantes etapas do avanço aliado foi o Dia D, o Desembarque na Normandia. No dia 6 de junho de 1944, milhares de soldados aliados desembarcaram no norte da França, atacando os exércitos nazistas na base ocidental. Paralelamente, o exército vermelho soviético conquistava as posições nazistas no leste europeu. Sucessivamente, Bulgária, Hungria, Tchecoslováquia, Polônia e Finlândia foram libertadas. No dia 2 de maio de 1945, as tropas soviéticas tomaram Berlim e decretaram a derrota alemã.
No Pacífico, a guerra ainda não terminara. O governo do Japão prosseguiu a luta após a derrota alemã por meio dos Kamikazes, pilotos de avião que se lançavam contra alvos militares em ataques suicidas. Diante disso e da perspectiva de uma longa guerra contra um exército ainda bastante numeroso, o governo norte-americano decidiu lançar mão da bomba atômica, a mais destrutiva arma jamais inventada pelo ser humano. Em agosto de 1945, duas dessas bombas atingiram as cidades de Hiroshima e Nagazaki. Com elas, o mundo ingressa na era nuclear.
A União Soviética, aproveitando-se da tragédia, declarou guerra ao Japão, invadindo a Manchúria e a Coréia e ocupando as ilhas Kurilas e de Sacalina. Em setembro de 1945 o Japão se rendeu, passando a ser dirigido por um governo militar norte-americano, que deu inicio ao processo de democratização do país.

Os acordos de paz
Em fevereiro de 1945, quando já se tornara claro que a derrota do eixo era questão de tempo, os lideres dos Estados Unidos (Franklin Roosevelt), da Inglaterra (Winston Churchill) e da União Soviética (Stálin) reuniram-se na Conferência de Yalta, na Criméia, as margens do mar negro, para acertar os detalhes da ofensiva contra a Alemanha, fixar as zonas de ocupação sobre o território germânico e reformular o mapa europeu.
Em julho de 1945, foi assinado o Acordo de Potsdam, que definiu a ocupação e divisão da Alemanha em duas áreas, uma controlada pelos soviéticos e outra controlada por ingleses, franceses e norte-americanos. A cidade de Berlim, que estava situada em território soviético, também foi dividida da mesma forma. Além disso, a Alemanha pagaria as reparações de guerra na forma de máquinas, equipamentos e navios mercantes; perderia extensas porções do seu território, suas forças armadas seriam completamente desmobilizadas e seu parque industrial reduzido. Em Potsdam também foi definida a criação do tribunal de Nuremberg, para julgar os crimes de guerra cometidos pelos nazistas.
Em abril e junho de 1945, na Conferencia de São Francisco, foi definida a criação da ONU, Organizações das Nações unidas, que deveria exercer o papel de mediadora nos conflitos internacionais a fim de evitar novas tragédias.

Algumas conseqüências
O mundo que emergiu do terrível conflito era bastante diferente daquele que existia em 1939. As potências do Eixo estavam esmagadas, mas também a Grã-Bretanha e a França saíram debilitadas da guerra. Para definir a nova relação de forças internacionais, cunharam-se duas expressões: superpotências e bipolarização – mostrando que o planeta se encontrava dividido em duas zonas de influência econômica, política e ideológica, controladas respectivamente pelos EUA e URSS. Do confronto entre ambos (Guerra Fria) resultaram a Guerra da Coréia (1950–53), a Guerra do Vietnã (1961–75) e a Guerra do Afeganistão (1979–89). Somente em 1985, com o início da Perestroika (reestruturação econômica) e da Glasnost (transparência política), implantadas por Gorbachev na URSS, esse cenário instável começou a se desfazer.
O socialismo marxista ganhou considerável impulso com o crescimento do poder soviético, após a Segunda Guerra Mundial. Além dos países da Cortina de Ferro (Europa Central e Oriental), passaram a ter governos comunistas Estados do Extremo Oriente (China, Coréia do Norte, Vietnã, Laos, Camboja), do Oriente Médio (Iêmen do Sul), da África (Angola, Moçambique, Etiópia) e até mesmo da América Latina (Cuba, onde Fidel Castro se transformou no mais antigo ditador do mundo – esteve no poder desde 1959 até o início do atual século).
Politicamente, o final da guerra marca também o declínio do poder da Europa ocidental no mundo. Os Estados Unidos e a União Soviética surgiram como as duas únicas grandes potências políticas, econômicas e militares em torno das quais o restante dos países do mundo se alinhou.
Outras conseqüências da Segunda Guerra Mundial foi o progressivo declínio dos impérios coloniais europeus. Os Estados europeus, que lutaram contra o imperialismo alemão, não tinham como justificar seu imperialismo sobre outros povos.
A Segunda Guerra Mundial marcou também o início da era atômica. Em pouco tempo, além dos Estados Unidos, a União Soviética e outros países passaram a dispor de armas atômicas.
A segunda guerra mundial também marcou, em definivo, o declinio da hegemonia capitalista européia, cujas potencias foram suplantadas pelo Estados Unidos da América. Assim, os custos materiais também foram espantosos: cidades em ruínas; pontes, sistemas ferroviários, vias fluviais e portos destruídos; terras agrícolas abandonadas, gado morto e minas de carvão desabadas. Muitas pessoas, famintas e sem lar, vagando pelas ruas e estradas. A Europa tinha pela frente uma tarefa imensa de reconstrução, que realizou com impressionante rapidez graças a ajuda econômica norte-americana.
O número de vítimas da Segunda Guerra Mundial foi sem precedentes. Morreram aproximadamente 46 milhões de pessoas: cerca de 26 milhões de soviéticos, 4 200 mil alemães, 4 320 mil poloneses (a maioria judeus), 2 milhões de japoneses, 400 mil americanos e 370 mil ingleses.
Finalmente, os avanços tecnológicos provocados pela guerra resultaram em numerosas aplicações pacíficas, que vão desde a penicilina até o radar ou a propulsão a jato para os aviões.

Um comentário:

  1. 46 milhões de pessoas mortas e muitos avanços tecnológicos.
    Era preciso matar pra proguedir?

    ^^

    Excelente postagem Sérgio.
    PS: Tô de volta ao blog.
    Beijos meus.
    ;)

    ResponderExcluir